Gente… Fui assistir à peça “Dona Flor e Seus Dois Maridos” Do livro de Jorge Amado. Para quem não conhece a história, é sobre um triangulo amoroso vivido na Bahia, na década de 40. Ousado, picante, cheio de humor e sensualidade.
Que Jorge Amado foi um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos e que “Dona Flor e Seus Dois Maridos” representa um de seus grandes clássicos quase ninguém discorda. Então o que uma montagem teatral com nomes como Marcelo Faria, Carol Castro e Duda Ribeiro poderiam acrescentar a obra??? Diversão é a resposta. Boa e despretensiosa diversão. A peça cumpre aquilo que se destina que é mostrar o trabalho do autor para gerações mais novas e promover boas risadas nesse romance.
A peça conta com bons momentos (apesar de algumas piadas repetidas em demasia) e os atores atuando de maneira razoável, com exceção de Marcelo Faria, que superou minhas expectativas, está perfeito no papel de Vadinho, concorrendo até, a indicação do Prêmio Shell de Teatro como melhor ator e a melhor direção Pedro Vasconcelos.
Tal quais os outros intérpretes de Vadinho, Marcelo também teria que ficar nu em cena, como manda o livro. O nu dele foi chocante, quem estava acostumado a ver na TV, só a bunda de relance, de alguns atores, ficou sem reação, em estado de choque, ninguém na verdade estava acreditando no que estava vendo, demorou alguns segundos para os cérebros processarem que era de VERDADE, ele estava lá, como veio ao mundo, de carne e osso, que disser de carne e pele. Sem pudor, timidez ou vergonha. Um cafajeste de primeira qualidade, tal qual o personagem exige.
“Não foi fácil no início” revelou ele. “Tive que ficar nu nos ensaios para me soltar”.
“Virou coisa de irmão” conta Carol Castro (sei…), que chega a insinuar uma quase nudez (ela mostra os seios) e um quase ato sexual com o ator no palco (foto a cima).
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